A Importância de Construir Brand Trust

A decisão de confiar é uma avaliação de risco. O grau de confiança que depositamos em alguém pode ser condicionalmente dependente, por exemplo quando esperamos alguma ação antes de entender que realmente podemos confiar nessa pessoa. E é esse tipo de confiança que temos com as marcas.

O cérebro aprende constantemente por estímulos e categoriza o que aprende em positivo e negativo, ou seja, o que confiar ou não. Mas isso ocorre a nível subconsciente. O livro Brand Seduction – How Neuroscience Can Help Marketers Build Memorable Brands fala que pegamos muitas dicas sutis sem perceber, e nosso cérebro registra isso. A partir desse registro é que tomamos nossas decisões.

Cada interação e encontro com a marca é parte da construção de confiança. A percepção da marca vem não só de nossas próprias experiências com ela, mas também de como ela é vista por pessoas confiáveis, imprensa e comunidade.

Os estímulos enviados pelas marcas vão sendo acumulados e registrados em nosso cérebro e só então é decidido se a marca é confiável ou não. Por isso, é necessário que haja um trabalho consistente sendo feito em todos os pontos de contato. A interação cliente-marca é consolidada através dos anos.

As pessoas preferem coisas com as quais elas tem algum tipo de familiaridade. Pensando pelo ponto de vista da evolução, faz sentido, já que se tentamos algo anteriormente e não nos machucou, vale dar um voto de confiança. Mas no caso de termos experimentado algo e isso nos feriu, a melhor opção é recuar.

Marcas consumidas em massa tem mais confiança apenas por serem vistas no cotidiano, o que traz vantagens sobre marcas novas. Um exemplo simples é a Coca Cola, estamos acostumados a vê-la em restaurantes, padarias, em casa, e isso traz uma credibilidade, juntamente com os outros aspectos citados. Outro ponto importante a ser considerado, é que consumidores tem mais facilidade em aceitar um produto quando este vem de uma marca confiável. É comum ouvir, ao encontrar um produto novo, que “se é desta marca deve ser bom”, mesmo quando há dúvidas em relação à compra.

Além da familiaridade, há a tendência de confiar em quem se parece conosco, em relação a preferências, gostos, estilos, etc. Quando alguém não faz parte do mesmo grupo que nós, temos o costume de ter pensamentos e sentimentos negativos quanto a essa pessoa. O mesmo acontece com as marcas.

Quando uma marca escolhe um lado de alguma causa, existem três atitudes que podem ser tomadas pelos consumidores. A primeira é compartilhar da opinião da marca e apoiá-la. A segunda é se opor e criticá-la. E a terceira é se manter neutro, pois a pessoa não se identifica com nenhum dos lados. É importante lembrar que isso não se relaciona apenas com a imagem da marca, mas também pode gerar vendas. O risco é que existe também a possibilidade de pessoas que eram consumidores deixarem de comprar por perderem a confiança na marca, no caso da segunda opção.

É importante falar, mas de nada adianta apenas falar e não ter ações que acompanham suas falas. Não costumamos confiar em quem tenta se impor sobre nós, a tendência é recuar. Se alguém fica falando repetidamente “Confie em mim”, a primeira coisa que fazemos é desconfiar. Para evitar isso, tenha coerência entre o falar e o fazer.

Confiança é difícil de ser construída, mas fácil de ser quebrada. Ela começa no interior das empresas e não é sustentável se não for autêntica. Quando as empresas praticam o que falam, a confiança é natural. Assim como o contrário! Se sua marca fala e não faz, a verdade vai acabar sendo descoberta. Para que as empresas possam praticar isso, é necessário ter coerência, propósito, verdade e consistência.

Nessa nova era, as portas das empresas e suas marcas foram colocadas abaixo, não há informação que fique retida na empresa. Nesse processo tudo está exposto, portanto o primeiro olhar é para dentro, ao alinhar suas verdades e corrigir outras questões que possam não estar alinhadas e, pouco a pouco, disseminar isso nas empresas. É comum as marcas comunicarem para o consumidor sendo que internamente há tantos problemas a corrigir. Não há mais dentro e fora, tudo é uma única verdade. Quanto mais verdadeira for uma marca, mais participação ela terá com seu público, e essa interatividade fará com que seus clientes a defendam, como quem defende um amigo. É possível em breve termos um ranking das empresas medido pelo seu grau de confiança e esse grau afetará diretamente o valor de uma marca.

Tomando as atitudes certas de forma estável e contínua, uma marca pode construir confiança ao longo do tempo. Quanto mais confiança, mais memória de marca e mais fidelidade por parte dos clientes. Lembre-se, a confiança deve ser valorizada, então quando uma empresa tiver em mãos essa preciosidade, guarde-a como sendo o seu maior ativo, como sendo sua vida no mercado.


16 Dicas de Tendências para Experiências de Marca

   Experiências de marca positivas geram resultados reais e criam um buzz significativo tanto através do boca a boca quanto nos meios digitais e sociais. Mas é mais fácil falar que fazer. Conseguir atrair e engajar um público tem sido cada vez mais difícil. As pessoas procuram por experiências humanas, enriquecedoras, inteligentes, responsivas e pessoais, e estão constantemente atacando experiências que elas consideram invasivas, impessoais, ou simplesmente desinteressantes. Sua empresa tem apenas uma chance de impressionar – senão você vai perder seus clientes para alguém que está fazendo coisas maiores, melhores, e que fazem mais sentido para quem está participando.

   Baseado no FreemanXP da TrendLab, listamos 16 itens que você deve considerar para melhorar suas experiências de marca. Esses itens foram divididos em quatro partes, assim fica mais fácil navegar pelo que está acontecendo por aí.

Tendências de Marketing

Essas táticas podem te ajudar a se conectar e se comunicar com o público para ter interesse e atenção.

  1. Falar Visualmente

Em épocas de Periscope, Snapchat e Instagram, um novo vocabulário visual é a principal maneira de se comunicar com Millennials. Marcas precisam aprender a transformar mensagens em gramática gráfica, usando fotos, vídeos e outras imagens para complementar ou até substituir textos. Pistas visuais criam uma sensação de fluxo e fazem as coisas serem instantaneamente reconhecíveis, criando impacto na experiência.

  1. Sequestrar Eventos

Muitas vezes não é possível simplesmente marcar e programar as promoções de marca para sua experiência funcionar, é necessário criar o momento certo. “Sequestrar” eventos significa embalar uma campanha chamativa, interessante e que vai gerar engajamento de todo o evento com sua marca. Assim é possível criar oportunidades de comunicação chave.

  1. Semear Marcas

Reputação ainda é um elemento essencial no Marketing. O boca a boca é incomparável, principalmente com a ampliação digital de opiniões. Ter pessoas para redistribuir o conteúdo certo para viralizar é essencial. As marcas não esperam os rumores começarem para agir, elas estão construindo o buzz antes, durante e depois do evento, com conteúdo interessante e compartilhável e calls to action inteligentes e divertidos, que fazem as pessoas realmente quererem participar.

  1. Ao Vivo

De acordo com a Nielsen, gastamos em média 11 horas com conteúdo digital por dia. As linhas entre on e offline estão desbotando, enquanto as pessoas esperam cada vez mais por experiências para se conectar com as marcas perfeitamente entre plataformas digitais e analógicas. Abraçar a tecnologia na hora de pensar em como apresentar conteúdo e interação com o público é crucial.

Novos Formatos de Evento

Desenhar o mesmo evento ano após ano pode deixar o público sem inspiração. Melhore seu formato com essas tendências que permitem que o público interaja com as marcas.

  1. Incubadoras de Colaboração

Eventos presenciais são os ambientes mais colaborativos que existem. Focar o espírito de troca de informação em resolver problemas importantes de base social e de indústria transformam os eventos em incubadoras de colaboração, onde pessoas trabalham juntas e criam coisas novas através do poder da cooperação e parceria.

  1. Curadoria de Conteúdo

Criar uma base do conteúdo do evento para cada brand experience é muito importante, mas é necessário um bom olho para curar o enorme número de sessões, vídeos, pop-ups e produtos lançados em relação a um evento. Quem tiver essa função, deve ver o evento pelo lado do público, escolhendo a dedo o que é necessário ter e colocando tudo junto em um formato atrativo, informativo e acionável.

  1. Engajamento Inspirado no Varejo

A experiência varejista é cuidadosamente desenhada para ter um caminho certo desde a porta de entrada. Desde a forma como os vendedores devem te tratar até a forma que a marca se comunica depois das vendas. Algumas das técnicas varejistas podem ser muito úteis em brand experiences, como incentivos, sorteios, quiosques, entre outros, para criar engajamento com o público.

  1. Aventuras de Evento

Com tantas coisas para ocupar nosso tempo e tantas distrações, eventos precisam ser muito especiais para que o público libere espaço na agenda para comparecer. Dessa forma, empresas procuram maneiras criativas de articular sua mensagem de maneira inesquecível. É possível “aventuras” que vão transformar a experiência em algo estimulante, excitante e único, enquanto as pessoas mergulham na marca.

  1. Patrocínios Valiosos

O patrocínio tradicional está morrendo. O reconhecimento das marcas leva os patrocinadores a quererem um papel mais integrado nos eventos, para entender o valor de seus investimentos. É um bom momento para ver o que está saindo dessa parceria também. Ter os patrocinadores certos cria um valor adicional.

  1. Experiências Multissensoriais

Eventos são uma fonte constante de estímulos visuais e auditivos que pode ser uma experiência cansativa para o público e um desafio para as marcas presentes. Como ser ouvido acima do barulho e preparar uma experiência engajadora que se destaque? Usando uma abordagem multissensorial que incorpora estímulos físicos! Vale usar mudanças de temperatura, aromas, mudanças na pressão do ar, qualquer coisa que explore os sentidos de forma diferenciada, além do tradicional uso da visão e audição, para criar experiências imersivas e memoráveis.

Formar Propósito

Mais e mais pessoas procuram propósito em tudo que fazem. Conecte-se com seu público com coisas que realmente importam para eles, com tendências que vão unicamente de fazer network até foco filantrópico.

  1. Atenção Plena

Seja em um evento ou mesmo no dia a dia, às vezes é difícil manter o foco. Em eventos presenciais, isso é ainda mais complicado, considerando que as coisas são ainda melhores se as pessoas estiverem completamente imersas no momento. Algumas empresas estão criando momentos de atenção plena, para ajudar o público a se engajar mais profundamente. Isso permite que as pessoas se livrem das distrações e tenham mais facilidade em conseguir insights, como em salas de meditação ou descanso.

  1. Valores Compartilhados

Filantropia tem se tornado cada vez mais importante, graças ao espírito doador dos Millennials. Mas eles são um tipo diferente de doador que as gerações anteriores – eles querem dar seu dinheiro e tempo para causas que eles acham importantes, e se conectar com marcas que compartilham suas crenças. Experiências de marca podem se tornar uma plataforma que conecta responsabilidade social corporativa com a próxima geração de filantropia.

  1. Descobertas Sociais ao Acaso

Às vezes é tudo sobre estar no lugar certo na hora certa. Viver experiências é uma oportunidade única para pessoas que podem nunca mais cruzar caminhos para se conectar em espaços compartilhados. Reunir um grupo diversificado de pessoas em um evento, com a energia da experiência alimentando o espírito imaginativo dos participantes, mistura-se com a magia de um encontro casual e torna-se o berço de novas ideias, empreendimentos empresariais, entre outros.

Tecnologia e Data

Tecnologia está permitindo que criemos mensagens e conexões através de múltiplas plataformas. Enquanto os dispositivos móveis onipresentes e pilhas de dados novos representam enormes novas oportunidades para as marcas, essas tendências destacam algumas maneiras que você pode utilizá-la para suas experiências de marca.

  1. Mapeamento de Localização

Esse tipo de ação pode explicar um pouco mais sobre uma informação valiosa: o comportamento do público nos eventos. É possível ver como as pessoas se movimentam pelo evento. Dessa forma, é possível customizar experiências usando esses dados. Também é possível usar essa tecnologia para dar alguma informação ao público, que está ligada a certa localidade do evento, e guiá-los a locais de interesse baseados em seu comportamento e histórico.

  1. Etiqueta Tecnológica

Tecnologia pode ser um tanto penetrante e até invasiva. Não existe uma regra muito clara sobre todos os toques, ligações e vibrações que os smartphones trazem. Quando está tudo bem atender uma rápida ligação, se você nunca está sem seu telefone? Deveria tirar uma selfie agora ou esperar um momento mais propício? Qual comportamento é aceitável e qual não é? Continuamos tentando desenvolver regras sociais para como e quando tecnologia deve ser usada, afetando o desenho das brand experiences, encorajando pessoas a equilibrar as experiências ao vivo com a tecnologia.

  1. Segunda Tela

Já estamos acostumados a estar sempre com nossos celulares em uma das mãos, independente do que estarmos assistindo ou fazendo. Pessoas querem poder consumir conteúdo instantâneo sobre o que elas estão experienciando no momento. Marcas estão percebendo que existem muitas possibilidades e insights que podem vir da segunda tela. Não só eles podem atender os desejos do público, mas podem também utilizar essa tecnologia para atenuar o engajamento e interatividade, recebendo feedback em tempo real para saber o que funciona e o que não funciona.

   Entender o comportamento dos participantes do evento é crucial. É importante lembrar também que cada evento tem um público e comportamentos diferentes, então vale a pena tirar um tempo pra estudar a melhor forma de chamar a atenção e trazer interatividade para a marca. Analise o que faz mais sentido para sua marca e use as emoções para se conectar a pessoas. Construa memórias positivas para engajar participantes. Levando esses pontos em consideração, sua brand experience vai ser muito mais relevante para os participantes, impulsionando seu negócios e aumentando resultados!

Daphné Chermont

Connections Director

As Novas Tecnologias e a Geração Millennial

As novas tecnologias e a geração millennial estão mudando radicalmente a forma como vivemos, nos relacionamos e fazemos negócios.

Eu comecei a trabalhar na área de marketing por volta dos anos 1990, uma época em que a Internet no Brasil acontecia apenas junto ao meio acadêmico e científico, e hoje estamos acostumados a nos deparar com as novas tecnologias praticamente todos os dias.

Na Era Disruptiva, isso se torna ainda mais forte, atingindo não só grandes empresas que criam seus próprios laboratórios de inovação com capacidade de criar coisas novas, mas também toda empresa que procura crescer e precisa sobreviver no mercado.

Há pouco perguntei a uma jovem da geração millennial que trabalha comigo sobre a impressionante evolução das tecnologias nos últimos anos e perguntei como ela viveria sem Internet e a resposta foi:

“Eu surtaria se vivesse em um mundo sem Internet! Das 24 horas do meu dia, eu durmo sete, e para as demais horas tudo o que faço eu uso a Internet. É assustador pensar em um mundo sem Internet.

Absolutamente todas as minhas atividades estão conectadas de certa forma, seja no trabalho, nos meus cursos ou em meu tempo livre. Eu fico imaginando pesquisar as coisas em bibliotecas, eu não conseguiria fazer tudo que faço hoje. Eu demoraria muito mais. ”

Essa resposta fez com que eu convidasse a Daphné a escrever esse artigo a quatro mãos comigo, afinal tenho mais a aprender com ela do que a ensinar. Então nada mal começar dividindo o crédito de um artigo sobre as novas tecnologias que estamos trabalhando na empresa, já que nessa área seguramente é ela quem dá as ordens. Para facilitar vou deixar sempre em itálico quando é a Daphné escrevendo ou eu relatando o que ela respondeu.

Para esse primeiro artigo, optei em fazer perguntas.

Qual a diferença entre você, da geração millennial, e eu, da geração X, e qual a dificuldade nessa relação?

Eu acho que tenho mais facilidade em pesquisar e descobrir como se faz. Tenho facilidade de mexer nas coisas e me adequar às novidades. Faz muito mais sentido se conectar com pessoas de longe, mesmo que elas não me conheçam. Eu acho importante saber o que as pessoas que eu conheço estão fazendo no seu trabalho e no dia a dia.

Já em relação à dificuldade, eu não tenho paciência e meu irmão mais novo tem menos paciência ainda. Eu não consigo esperar uma página carregando. Eu fico sofrendo e irritada.

Eu acho que um dos principais problemas é que a gente tem informação muito fácil, e minha geração acha que sabe tudo. As pessoas mais velhas também acham que sabem tudo. E nós temos que provar para elas que a gente sabe mais sobre tecnologia e outras coisas. Quando conversamos com alguém da geração mais velha, eles sempre nos encaram e perguntam:

‘O que você sabe sobre isso?’

‘O que você acha que entende desse mercado na sua idade?’

‘Como você, que é tão jovem, sabe isso?’

O que você sabe em 20 anos de empresas eu posso saber em 20 minutos de pesquisa!

Quando escuto algo assim, isso me dá determinação. Me dá vontade de demonstrar realmente o que sei. Mas é muito chato você tentar chamar a atenção de alguém e ter que provar que você realmente entende. Se as pessoas abrissem mais a mente, seria ótimo. Deixem a gente mostrar nossa visão, e o que podemos fazer pela empresa. Deixem-nos dar ideias. Falta motivação quando você quer ajudar a empresa a melhorar, mas ninguém te escuta. 

Não é novidade que para chamar a atenção dos consumidores, é necessário se reinventar de vez em quando. Ser a solução dos problemas de seus clientes, e acompanhar suas necessidades. Remodelar os negócios é um passo extremamente importante e necessário, mas se negar à inovação que tem atingido o mercado é um tanto arriscado.  Por exemplo, como é seu site na plataforma mobile? Será que seus clientes em potencial acham confortável navegar nele através do celular? Ou será que a dificuldade de fazer isso os faz desistir?

Esse é apenas um dos questionamentos que você deveria fazer sobre sua empresa no meio tecnológico. Aos poucos, temos visto a inovação um dia retratada em filmes futuristas se tornar realidade. Inteligência Artificial está em todo lugar, inclusive dentro de sua própria casa.

Empresas como Amazon e IBM estão se dedicando a facilitar a vida de seus clientes com ela. E basta uma pesquisa rápida para encontrar tendências como Digital Twins, Big Data, Real-Time Marketing, entre outros.

No meio dessa conexão entre a Era Disruptiva e a Era Cognitiva, o foco é unir a percepção humana e a tecnologia. Cognição é o processo da mente humana que permite a aquisição de conhecimento a partir de informações captadas pelos sentidos. Os sistemas tornam-se capazes de compreender a linguagem natural dos humanos, como a voz, além de texto, imagem e outros dados considerados desestruturados, aqueles que ainda não foram convertidos para a linguagem das máquinas tradicionais.  De certa forma, a máquina passa a ser capaz de “raciocinar”, gerando novos conceitos, insights e hipóteses.

Não é fácil para nós da geração X admitir que as novas tecnologias nos assustam tanto quanto assusta a geração millennial pensar na falta de Internet e suas conexões. Mas quando entendemos que não se trata de uma geração ou outra, mas sim de um processo de evolução do ser humano, e a tecnologia é só o meio disso tudo, fica tudo mais fácil. Aqui na empresa, estamos focados em manter um ambiente de total colaboração, onde ninguém sabe mais ou menos que o outro. Todos os esforços são feitos em conjunto para resolver os problemas ou criar novas soluções para os nossos clientes. E quando entendemos que pessoas diferentes, conhecimentos, experiências, vivências e conexões somadas a novas tecnologias podem impulsionar nossos negócios e de nossos clientes, entendemos que é para isso que existimos e é o que nos deixa motivados.

Falando em tecnologia, aqui seguem três que estamos focados em 2017.

  1. AR e VR.

Entendemos que o mercado está pronto para AR e VR, e já temos alguns dispositivos e tecnologia de fase inicial para essas aplicações, mas vai ser no próximo ano que veremos as coisas realmente decolarem e por isso as empresas já começam a planejar essa realidade em seus projetos e ações. Os gestores e as empresas precisarão estar prontos para AR e VR, pois elas ampliam as oportunidades de marketing.

  1. Aprendizagem Automática.

Muito em breve a aprendizagem mecânica vai se tornar um “novo normal”, em que consumidores vão se acostumar à inteligência artificial como um componente de todas as formas de tecnologia. Vamos ver esse aprendizado por toda a parte, usado em quase qualquer tipo de aplicação que possamos imaginar junto ao consumidor para oferecer melhores produtos recomendados com base no histórico de compra anterior e, com isso, melhorar gradualmente a experiência do cliente, num processo vivo de aprendizado e evolução dos dados como melhora continua de informação e análise.

  1. Humanização de grandes dados.

No ano de 2000, eu tive oportunidade de trabalhar em uma empresa de tendências, de origem inglesa, os grupos de trabalhos eram células vivas em constante mudanças, que trabalhava por células vivas e foi uma realidade ímpar na minha carreira. A análise de dados era muito avançada nessa empresa. Era uma época em que as empresas de telecomunicações haviam sido privatizadas e as dúvidas dos executivos era o que fazer com aquele calhamaço de dados, os termos da época eram Data Warehouse e Data Mining. Grandes dados têm sido um grande tópico dos últimos anos, porém nunca estivemos tão preparados para coletar, analisar e humanizar esses dados, além de dar forma visual e empática a eles, e com isso melhorar a execução de campanhas de marketing de nossos clientes.

A minha recomendação para esse momento de ruptura e mudanças, na forma como vivemos, nos relacionamos e fazemos negócios é entender que sejamos da geração X, Y ou Z, somos todos seres humanos. Somos pessoas a frente de tomada de decisões, de gestão de empresas e de negócios, e precisamos nos conectar como os mais jovens e com as novas tecnologias, dar oportunidades a essa geração que já faz diferença e aos novos que virão em seguida. Entender que o mundo mudou e que nada mais será como antes já é um grande começo para entender essa Era Disruptiva. Compreender que os poderes devem ser compartilhados e divididos, e que às vezes ouvir e aprender como uma criança faz parte de um novo começo para nós da geração X,  nesse universo das novas tecnologias.

 

Regina Monge

Founder & CEO

Seis Personalidades de Marca Na Era Disruptiva

    Quem é você?

   Pergunta simples, certo? Porém, muito difícil de responder. Como pessoas, nós deveríamos estar nos perguntando isso todos os dias. Quem somos nós, ou melhor ainda, quem queremos ser?

   Ultimamente, a humanização das marcas tem trazido essa pergunta à tona com cada vez mais força. Tem se tornado popular a ideia de as marcas se comportarem como pessoas. Como humanos.

   Enquanto isso parece natural porque humanos estão confortáveis perto de outros humanos (nós somos sociais, afinal), o que podemos não perceber é todas as imperfeições que vêm com a humanidade.

   No nosso mundo super rápido de mudanças disruptivas, onde o caminho requer tomada de decisão em um ambiente de ritmo frenético, nós vamos perceber que marcas agindo como humanos com processos de tomada de decisão humanos serão tanto racionais quanto irracionais. Serão imperfeitos. Irão falhar, aprender, cometer erros e reaprender.

 Como resultado, precisaremos estar confortáveis com o fato que marcas se encaixarão em uma variedade de traços de personalidade, assim como humanos. Mas marcas normalmente simplificam seu significado para clientes e infelizmente caem em seis tipos de personalidade na era disruptiva.

 Então, o que são essas personalidades e como marcas reconhecem onde se encaixam no espectro? Perceba, muitas marcas não serão 100% puramente desses traços de personalidade, mas irão encontrar um modelo híbrido de traços de personalidade. Mas para entender como evoluir na era disruptiva, nós devemos identificar quem somos para decidir o que queremos ser.

O Negador. A estratégia do Negador é bloquear uma realidade indesejada. Conhecemos pessoas assim e ultimamente estamos conhecendo marcas que são assim também. Essas marcas que se encaixam em um certo tempo e era, mas não se adaptaram. Possivelmente acreditaram que eram grandes demais para falhar. Então, em algum lugar no meio do caminho, outras marcas a interromperam ou a tecnologia mudou e eles não mudaram com ela.

O Especialista. Essas marcas são muito utilitárias por natureza. Elas fazem um ótimo trabalho quando é necessário que elas aguentem tarefas especificamente direcionadas, mas não têm muita ressonância emocional, portanto são frias e calculistas. Nesse caso, pode acontecer de um certo dia sua oferta não ser mais necessária ou querida. Eles não puderam ver além de seu campo de visão para se adaptar e continuar relevante com uma completa nova especialidade ou para se tornar mais conectado emocionalmente.

O Reversionista. Essa personalidade de marca adere às suas decisões previamente programadas e hábitos com desespero dogmático. Quanto mais a mudança ameaça a marca, mais meticulosamente essa marca repete antigos modos de ação. O que essa marca fornece, pode ser que não tenha mais demanda, e eles têm uma dívida de tecnologia que pegou eles de surpresa.

O Super Simplificador. Essa é a marca que usa grandes palavras em sua publicidade e marketing para o que é basicamente um produto ou serviço  que ninguém entende ou necessariamente precisa porque é muito complexo. De qualquer forma, quando o consumidor percebe que eles foram enganados, eles falaram para as pessoas nunca mais confiarem nessa marca novamente. Essa é uma personalidade de marca que tateiam desesperadamente, investe cada ideia que eles têm com relevância universal – geralmente para o embaraço da marca. Pessoas sendo sarcásticas nas redes sociais? Vamos agir dessa maneira. Empresas jogando palavras grandes por aí como AI, Big Data e Disrupção? Podemos ser tudo isso e ainda mais. Nosso concorrente atualizou sua marca e eles cresceram? Bom, precisamos fazer isso também. Toda marca está movendo o marketing das redes sociais para a TV novamente mas não podem explicar o porque? Bom, vamos seguir isso e explicar nossas ações mais tarde de uma maneira simplificada.

O Visionário. É um traço raro para a maioria das marcas ser. A combinação de maior sucesso seria a de criatividade, empatia, inteligência e dados para navegar no novo normal de mudança frenética. Os visionários estão procurando o que está a frente e contabilizando o fato que incertezas existem. Eles estão mapeando o futuro ao invés de esperar os outros o definirem para eles. Novamente, se marcas estão tentando se alinhar com traços humanos, elas nunca serão perfeitas, porque humanos não podem ser perfeitos. Mas visionários entendem suas ações, que falhas são aprendizados no mundo incerto que habitamos. Marcas assim não estão sendo construídas para crescer rápido e ir embora, elas estão construindo culturas sustentáveis com missões e querendo ficar por um bom tempo.

O Provocador. Muitas marcas que desejam ser visionárias infelizmente provocam, cutucam, escavam, interrompem, atolam a cultura e não operam de forma transparente, mesmo que digam para todos que sim. Eles percebem que não precisam de um milhão de clientes. Eles apenas precisam provocar um bilhão de pessoas para ter dois milhões de clientes que os apoia e os ama porque gostam da atitude dessa marca. Mas se um bilhão de pessoas raivosas ajudá-los a chamar atenção, eles fizeram seu trabalho para ganhar relevância com seu público alvo. Muitas marcas que aspiram ser visionárias são lobos na pele de cordeiro, agindo como provocadores. Nós a conhecemos, talvez até tenhamos apoiado alguma delas.

    Você precisa criar um debate para então formular quem um dia você foi e quem você está se tornando. É o que chamamos na vida de “crescer” ou “amadurecer”. É agora, em última análise, um processo semelhante que as marcas estão emulando, a fim de descobrir quem são e quem elas querem finalmente ser.

    Agora pergunte a si mesmo aquela pergunta novamente. Quem é você? Você realmente quer saber?

Daphné Chermont

Connections Director
Fonte: Geoffrey Colon, autor do livro Disruptive Marketing: What Growth Hackers, Data Punks, And Other Hybrid Thinkers Can Teach Us About Navigating the New Normal