Conectar pessoas muda tudo!

Se eu pudesse definir a palavra "conectar" eu diria que é “gostar de gente”, gostar de uma boa prosa, de ouvir o outro e ser ouvido.

Como diz meu mentor, toda pessoa deve trabalhar na sua área de Flow e fazer aquilo que mais gosta de fazer, onde nosso corpo e mente fluem em perfeita harmonia e parece que o que fazemos é de uma facilidade e prazer que não pensamos nos problemas, nosso foco está inteiramente no presente – no aqui e no agora. E minha área de flow é conectar pessoas. Está na minha natureza.

Ano passado eu escrevi o artigo “Quando os negócios vão bem, é hora de mudar” compartilhando um momento particular da minha história de vida pessoal e profissional, da qual tenho muito orgulho. E essa história tem como princípio a conexão.

Quando volto ao início de 2014, começo dessa história, percebo que esses quatro anos passaram rápidos demais. Muita coisa aconteceu nesse período, muitas conexões foram feitas e eu só posso levantar as mãos para o Céu e agradecer tantas coisas boas e esse dom.

Essa época do ano é aquela hora de começar a tomar decisões importantes, fazer planos e escolhas, além daquela parada obrigatória para curtir a família e uns dias de descanso para recarregar as forças. Até porque o cenário econômico promete melhores dias para 2018 e é pensando nessa retomada que as decisões se tornam ainda mais relevantes e necessárias.

Desde 2016 tenho dedicado a maior parte do meu tempo à Neurobusiness.org e tive a oportunidade de lançar no palco do mais importante evento de Neurobusiness da América Latina a metodologia Neurobranding. Um método que acrescenta ao branding a neurociência e novas tecnologias para impulsionar os resultados e o valor de uma marca. Um evento dessa magnitude deu muita visibilidade para mim e a empresa, clientes começaram a chegar nos procurando para usar o neurobranding para lançamentos de produtos, embalagens, campanhas, digital e workshops in company e nosso laboratório ganhou corpo e pessoas chegando para aumentar o time. Além de muitos convites para palestras, que alguns tive que recusar.

Já em 2017 o desafio foi ainda maior, ao receber o convite para assumir a presidência da Neurobusiness.org e liderar a 4ª edição do Neurobusiness Summit. Um ano que me deixou com cabelos brancos, tamanha a responsabilidade que assumia perante o mercado. Talvez eu tenha tomado mais cafezinhos em um ano do que nos últimos dez, afinal minha agenda foi uma loucura. Mas tomar café com grandes nomes do mercado e empresas fantásticas que pude me relacionar nesse período foi a melhor overdose de cafeína aumentando minha atividade neural rsrsr.

Entre as minhas atribuições, estava aplicar a metodologia Neurobranding ao próprio evento e acelerar o processo de construção e valor de marca. E ao término do evento ficou claro que esse objetivo foi alcançado. O NEF Summit é o principal case de Neurobranding da Verts Intelligence e vamos contar essa história em breve num vídeo case.

Minha sorte ou competência foi contar com time ímpar que deu conta de tocar os projetos da Verts Intelligence enquanto eu dedicava tempo ao Neurobusiness Summit e a expansão da Neurobusiness.org para outros mercados e formação da nova diretoria para 2018, que assume em janeiro.

E é hora de passar o bastão e deixar a presidência, a necessidade de focar nos meus negócios é imediata, para aproveitar as oportunidades de um mercado ávido a compreender o comportamento do consumidor e nós temos ainda um mercado a evangelizar.

Esse semestre ainda consegui fôlego para lançar o Manual:  “O que é Neurobranding? Entenda como a Conexão entre Cérebros e Marcas pode Impulsionar os Resultados e Valor de Marca” e que foi muito bem recebido e ganhou destaque na mídia e que pode ser baixado em nosso site.

Estou usando o Linkedin para essa despedida porque foi essa ferramenta que possibilitou tantos encontros fantásticos nesses dois anos. Profissionais incríveis que conheci, e todo dia chegam novos convites, uma rede que ainda deve ampliar muito mais.

E com essa decisão tomada, revisada e assinada entrego a presidência da Neurobusiness.org, porém continuo a assessorá-la com Neurobranding e espero acompanhar esse projeto voar mais alto ainda e saber que faço parte dessa história. Em 2018 minha cadeira já está reservada para assistir o Neurobusiness Summit, mas dessa vez da plateia e aplaudindo.

Minha área de flow é conectar pessoas. Eu acredito que conectar pessoas muda tudo. Portanto fica o convite a novas conexões de profissionais e empresas que queiram conhecer como aplicar Neurobranding para impulsionar o resultado e valor de uma marca. Fica o convite para novos cafés, porém agora do outro lado do mercado. Quero tomar cafés com profissionais que acreditam em uma nova forma de gestão de marketing para impulsionar resultados a frente de empresas que acreditam em uma nova cultura para transformar completamente a forma de fazer negócios.

 

Regina Monge

Diretora da Verts Intelligence

Presidente da Neurobusiness.org


Infográfico: Transformações Digitais

Não é novidade que a era digital tomou conta do mundo. Também não é novidade que muitas empresas estão ficando para trás nesse processo. Interação, presença, relacionamento, usabilidade, tudo isso são coisas importantes a serem consideradas se uma marca quer acompanhar o ritmo dos consumidores. Entenda um pouco sobre Transformações Digitais, práticas e tendências necessárias para sua empresa não se perder em meio a tantas conexões.


I.A. pode potencializar as estratégias de Marketing

A inteligência artificial é a simulação da capacidade humana de conseguir aprender e resolver problemas. Ela é importante porque o volume de dados que precisam ser analisados nos dias de hoje é muito grande, em torno de 2.500.000.000.000.000.000 (2,5 quintilhões) de bytes. O interessante é que 90% desses dados existem há apenas 2 anos. Ou seja, tem sido quase impossível analisar cada dado individualmente, ainda mais com o crescimento da Internet das Coisas e o número de conexões entre aparelhos de cada pessoa (smartphones, smart TVs, smartwatches, etc).

Segundo estudos, a cada 4 pontos de contato e 4 canais, ocorrem aproximadamente 256 jornadas de compra. É importante pontuar que essas jornadas de compra não são mais lineares como antigamente, ou seja, cliente recebendo estímulo, escolhendo e comprando, racionalmente.

A partir disso, é feito o seguinte questionamento: Como engajar clientes cada vez mais rigorosos?

Um dos pontos mais importantes é a criação de interações pessoais sem quebra. Não é só vender o produto e seguir em frente. É necessário manter contato constante com os clientes, a fim de gerar fidelidade. Outra necessidade é encontrar insights nos dados dos clientes. As análises feitas podem trazer muitas informações valiosas sobre o comportamento dos clientes e como eles reagem aos estímulos de sua marca.

É necessário que os pontos de contato sejam omnichannel, e que não sejam distintos, ou seja, o cliente deve ter a mesma usabilidade e atendimento tanto nos canais online quanto offline. Entregar experiências personalizadas também é parte importante do processo de engajamento. Considerando que um dos aspectos do cérebro irracional é o egocentrismo, mostrar que cada cliente é especial e tratar cada um individualmente é uma das chaves para a fidelidade.

Apesar de ter tantas qualidades, muitas empresas ainda não se sentem preparadas para aplicar a Inteligência Artificial em suas estratégias de marketing. Muitas acreditam que é um processo caro e complicado de ser aplicado, mas na verdade é o contrário. A Inteligência Artificial não exige conhecimentos novos e específicos dos profissionais de marketing. Por exemplo, a utilização de tags em sites já é parte do processo. Outras funções que podem ser realizadas é o reconhecimento de imagens, recomendação de conteúdo, soluções de marketing, análises preditivas e assistência em marketing. Um exemplo notável dessas funções é usado pela empresa Netflix, que categoriza as preferências de cada usuário e recomenda novas séries e filmes de acordo com o registro anterior.

Além de trazer uma experiência ótima e única para o consumidor, que vai ter facilidade em escolher novos títulos para assistir, é muito mais fácil organizar os dados enviados sobre os clientes: que gênero é mais assistido? Qual a taxa de desistência em determinado tipo de filme? Quais títulos podem ser adicionados, a fim de agradar ao público? Utilizar a ferramenta de A.I. para personalizar ofertas pode aumentar as vendas em até 40%, segundo estudos.

Para isso acontecer, é necessário que exista um banco de dados previamente composto dos clientes da empresa. A partir desse banco de dados é que a A.I vai conseguir trabalhar em soluções. De nada adianta querer aplicar essa ferramenta sem ter um ponto de partida.

Outro ponto interessante e que pode trazer benefícios são os alertas em tempo real. Timing é tudo! Com a rapidez que a coisa tem mudado nos dias atuais, perder o momento certo de uma ação pode ser desastroso. Com a constante leitura de dados que a Inteligência Artificial faz, é possível aumentar o nível de engajamento dos seus clientes, se você estiver no timing correto.

O tempo passa de forma diferente na internet. Enquanto na vida real podemos esperar horas por um atendimento presencial, na internet esse atendimento precisa ocorrer em segundos! Antecipar necessidades é um ponto crucial para criar audiências, e isso pode acontecer através da leitura de dados recorrente.

Além de facilitar e melhorar a questão de tempo, é possível economizar até 40 pessoas que trabalham em atividades corriqueiras e simples, como redimensionamento de imagem.

A Inteligência Artificial veio para facilitar a vida dos profissionais de Marketing, dar mais autonomia e agilidade para a empresa e gerar insights sobre clientes, portanto permite que o profissional foque mais na estratégia de marketing do que na operação. O uso do A.I e outras soluções permite um crescimento exponencial e maior que os concorrentes que não a usam. Existem diversas soluções baratas no mercado que podem ser utilizadas inclusive por pequenas empresas.

Daphné Chermont

Connections Director

Fonte: Webinar realizado pela IBM com o tema “Inteligencia Artificial aplicada ao Marketing”


A Importância de Construir Brand Trust

A decisão de confiar é uma avaliação de risco. O grau de confiança que depositamos em alguém pode ser condicionalmente dependente, por exemplo quando esperamos alguma ação antes de entender que realmente podemos confiar nessa pessoa. E é esse tipo de confiança que temos com as marcas.

O cérebro aprende constantemente por estímulos e categoriza o que aprende em positivo e negativo, ou seja, o que confiar ou não. Mas isso ocorre a nível subconsciente. O livro Brand Seduction – How Neuroscience Can Help Marketers Build Memorable Brands fala que pegamos muitas dicas sutis sem perceber, e nosso cérebro registra isso. A partir desse registro é que tomamos nossas decisões.

Cada interação e encontro com a marca é parte da construção de confiança. A percepção da marca vem não só de nossas próprias experiências com ela, mas também de como ela é vista por pessoas confiáveis, imprensa e comunidade.

Os estímulos enviados pelas marcas vão sendo acumulados e registrados em nosso cérebro e só então é decidido se a marca é confiável ou não. Por isso, é necessário que haja um trabalho consistente sendo feito em todos os pontos de contato. A interação cliente-marca é consolidada através dos anos.

As pessoas preferem coisas com as quais elas tem algum tipo de familiaridade. Pensando pelo ponto de vista da evolução, faz sentido, já que se tentamos algo anteriormente e não nos machucou, vale dar um voto de confiança. Mas no caso de termos experimentado algo e isso nos feriu, a melhor opção é recuar.

Marcas consumidas em massa tem mais confiança apenas por serem vistas no cotidiano, o que traz vantagens sobre marcas novas. Um exemplo simples é a Coca Cola, estamos acostumados a vê-la em restaurantes, padarias, em casa, e isso traz uma credibilidade, juntamente com os outros aspectos citados. Outro ponto importante a ser considerado, é que consumidores tem mais facilidade em aceitar um produto quando este vem de uma marca confiável. É comum ouvir, ao encontrar um produto novo, que “se é desta marca deve ser bom”, mesmo quando há dúvidas em relação à compra.

Além da familiaridade, há a tendência de confiar em quem se parece conosco, em relação a preferências, gostos, estilos, etc. Quando alguém não faz parte do mesmo grupo que nós, temos o costume de ter pensamentos e sentimentos negativos quanto a essa pessoa. O mesmo acontece com as marcas.

Quando uma marca escolhe um lado de alguma causa, existem três atitudes que podem ser tomadas pelos consumidores. A primeira é compartilhar da opinião da marca e apoiá-la. A segunda é se opor e criticá-la. E a terceira é se manter neutro, pois a pessoa não se identifica com nenhum dos lados. É importante lembrar que isso não se relaciona apenas com a imagem da marca, mas também pode gerar vendas. O risco é que existe também a possibilidade de pessoas que eram consumidores deixarem de comprar por perderem a confiança na marca, no caso da segunda opção.

É importante falar, mas de nada adianta apenas falar e não ter ações que acompanham suas falas. Não costumamos confiar em quem tenta se impor sobre nós, a tendência é recuar. Se alguém fica falando repetidamente “Confie em mim”, a primeira coisa que fazemos é desconfiar. Para evitar isso, tenha coerência entre o falar e o fazer.

Confiança é difícil de ser construída, mas fácil de ser quebrada. Ela começa no interior das empresas e não é sustentável se não for autêntica. Quando as empresas praticam o que falam, a confiança é natural. Assim como o contrário! Se sua marca fala e não faz, a verdade vai acabar sendo descoberta. Para que as empresas possam praticar isso, é necessário ter coerência, propósito, verdade e consistência.

Nessa nova era, as portas das empresas e suas marcas foram colocadas abaixo, não há informação que fique retida na empresa. Nesse processo tudo está exposto, portanto o primeiro olhar é para dentro, ao alinhar suas verdades e corrigir outras questões que possam não estar alinhadas e, pouco a pouco, disseminar isso nas empresas. É comum as marcas comunicarem para o consumidor sendo que internamente há tantos problemas a corrigir. Não há mais dentro e fora, tudo é uma única verdade. Quanto mais verdadeira for uma marca, mais participação ela terá com seu público, e essa interatividade fará com que seus clientes a defendam, como quem defende um amigo. É possível em breve termos um ranking das empresas medido pelo seu grau de confiança e esse grau afetará diretamente o valor de uma marca.

Tomando as atitudes certas de forma estável e contínua, uma marca pode construir confiança ao longo do tempo. Quanto mais confiança, mais memória de marca e mais fidelidade por parte dos clientes. Lembre-se, a confiança deve ser valorizada, então quando uma empresa tiver em mãos essa preciosidade, guarde-a como sendo o seu maior ativo, como sendo sua vida no mercado.


Como usar emoções para aumentar uma marca?

   Quando Steve Jobs, CEO da Apple, faleceu, milhares de pessoas deixaram flores para ele, mesmo que apenas nas lojas da marca. Eles estavam de luto pela perda de um excelente visionário tecnológico, mas também homenageavam o criador de uma marca com a qual sentiam uma profunda conexão emocional.

A Apple não só tem uma grande fatia do mercado, mas também toca o coração de milhares de consumidores. É claro que prover informação para os clientes reduz riscos de compra e adiciona praticidade, mas uma coisa mais poderosa é a habilidade de uma marca de provocar emoções  nas pessoas, como a Apple faz.

Modelar o comportamento do consumidor é um dos fatores críticos do sucesso para o marketing – seja para colocar um produto novo no mercado, entender a escolha de uma marca alternativa no lugar de uma familiar, ou testar a fidelidade a um produto com o passar do tempo. E o comportamento, sem a devida motivação, não é sustentado.

Pense na motivação como a força que rege a vida de seus clientes - isso lhes dá uma sensação de propósito e razão para agir.

Então o que nos move a comprar? O que comanda nosso comportamento?

   Clark L. Hull (1943) propôs a famosa Teoria Global do Comportamento para descrever o que motiva o comportamento. A teoria de Hull está vinculada a vários fatores em termos matemáticos precisos na fórmula abaixo:

SEr = SHR × D × V × K

   Não vamos explicar toda essa fórmula, mas ela diz o seguinte: quanto mais tempo o sujeito está privado de uma necessidade (como comida, água, sono, etc.), maior a força da motivação.

   Outro fator que motiva o comportamento na estrutura de Hull é o incentivo. O impulso nos obriga a agir para diminuir uma necessidade, enquanto o incentivo nos faz diminuir essa necessidade em um futuro previsível, para que haja saciedade da necessidade. Por exemplo, a fome como impulso aumenta a necessidade de comer, enquanto o estado saciado, depois de comer, atua como incentivo.

   O modelo de comportamento fisiológico clássico propõe que somos motivados a agir para reduzir uma necessidade de sobrevivência, para que possamos otimizar o bem-estar, minimizar a dor física e maximizar o prazer.

Mas as teorias de motivação apenas abordam nossas necessidades autônomas - aquelas que são inconscientes e involuntárias - e omitem nossos motivadores emocionais e psicológicos. Como seres humanos, somos motivados por fatores mais complexos do que apenas necessidades animais.

   Existem muitos mitos sobre as emoções. Primeiramente, emoção não é um sentimento.

  Dra. Sarah Mckay, neurocientista por trás do blog Your Brain Health explica bem:

"As emoções se desenrolam no teatro do corpo.

Os sentimentos se desenrolam no teatro da mente."

   Basicamente, as emoções são físicas e podem ser descobertas através de experiências emocionais conscientes ou associações subconscientes de seus desejos, crenças, ações, etc, enquanto os sentimentos são reações mentais e representações subjetivas de nossas emoções.

   Outro ponto importante a ser lembrado é que a emoção não equivale ao humor. O humor é um estado emocional fortemente influenciado pelo nosso ambiente, fisiologia, emoções atuais e pensamentos. Enquanto a emoção pode ter dimensões complexas, o humor é mais dualista e geral - muitas vezes descrevemos o humor como positivo ou negativo.

   Um psicólogo viajou por diversos países mostrando fotos de expressões como felicidade, tristeza, raiva, surpresa, medo e desgosto. Essas seis emoções passaram a ser consideradas "emoções básicas", que todos os humanos podem reconhecer e identificar, independentemente da cultura.

   Algumas teorias foram propostas para descrever o complexo conjunto de experiências emocionais. Uma delas classificou emoções em oito grandes categorias por base positiva ou negativa, e é representada pela figura abaixo:

Roda das Emoções de Plutchik

   A emoção é relevante para nossa discussão de motivação porque as emoções estão intimamente ligadas à tendência comportamental. De fato, alguns psicólogos definiram o papel original da emoção como "motivar comportamentos adaptativos que, no passado, teriam contribuído para a sobrevivência dos seres humanos".

Mas o papel da emoção no comportamento motivador vai além do atendimento às nossas necessidades de sobrevivência. Uma forma pela qual a  emoção está intimamente relacionada com a motivação é quanto a auto regulação do humor, o que indica que os seres humanos tendem a realizar ações - como exercícios, relaxamento, música, sono etc. - para reduzir emoções negativas.

   Os motivadores emocionais são a força motriz dos comportamentos dos clientes mais lucrativos, como a compra repetida e a defesa da marca. Isso envolve a compreensão de muitos motivadores emocionais e seu impacto na vida de seus clientes e cria uma experiência que alimenta os motivadores mais impactantes.

Então, como as marcas podem usar motivadores emocionais?

   Em primeiro lugar, as marcas precisam começar a fazer das motivações emocionais uma métrica importante do sucesso.

Em segundo lugar, cada produto motiva os clientes de diferentes maneiras. É preciso coletar dados para descobrir o que motiva seus clientes.

Por último, transforme o insight em ação, proporcionando uma experiência consistente ao longo da jornada para transformar clientes satisfeitos em clientes totalmente conectados.

Os  principais motivadores são principalmente focados em estima, pertencimento e necessidades de amor, bem como necessidades de auto realização.

É importante realizar sua própria pesquisa interna, pois motivadores emocionais variam muito por categoria de produto e indústria. Além disso, o que você acha que entende sobre as emoções dos seus clientes nem sempre é verdade. É melhor testar sua hipótese com pesquisa empírica imparcial, entendendo verdadeiramente o que está acontecendo nas vidas emocionais dos seus clientes.

E não negligencie os dados que você já tem em mãos: examine o conjunto de dados de clientes, quais informações demográficas você pode encontrar? Que motivação emocional você pode inferir de suas características demográficas? O que eles revelam sobre suas necessidades emocionais em comentários? O que seus dados comportamentais dizem sobre sua motivação?

Quando o gestor de marketing compreende que as informações mais relevantes na relação entre cliente e marca, está dentro de casa, ou seja, espalhadas por diversos cômodos, guardadas em gavetas fechadas ou misturadas. E novas informações chegam a todo instante a ponto de sufocar o ambiente e parecer faltar o ar. É hora de respirar, arregaçar as mangas e entender que as pedras preciosas precisam ser garimpadas e separadas nessa bagunça e que muitas vezes deixamos nossas riquezas escaparem pela janela e ficamos observando outros garimpos prosperarem. Que tal começar a garimpar pedras preciosas dentro da própria organização, você vai descobrir jazidas ainda intactas. Fica o convite!

Daphné Chermont

Connections Director

Marcas estão preparadas para a unir o real e digital?

   Tendências não são apenas novidades. São coisas que mudarão o comportamento e as decisões de compra dos consumidores, assim como a forma que as empresas se comportam. Com tantas novas tecnologias, é preciso pensar o que é relevante. Claro que todos querem estar no fluxo da correnteza, mas é necessário consistência para gerar confiança. Aplicar essas tecnologias sem propósito é um grande erro que pode ser cometido com facilidade. E não é só o mundo digital que está mudando. O mundo real também está mostrando novos comportamentos. Ultimamente, as expectativas para marcas estão extremamente altas. O que devo comer? O que eu devo vestir? Qual dos 16 produtos similares devo comprar?

   As marcas terão sucesso ao tornar as coisas mais fáceis para os consumidores. Entender as mudanças no pensamento e nas preferências dos clientes será fundamental para marcas que querem ressoar fortemente com seus públicos-alvo. Listamos as principais tendências para as marcas e entendê-las ajudará os gestores a compreender as perspectivas dos consumidores para o ano.

 

  • Realidade Virtual em B2B

A Realidade Virtual ainda não tem sido tão explorada, mas tem se tornado mais popular, barata e fácil de usar. As empresas B2B vão começar a usar essa tecnologia para verificar processos. Há ainda a possibilidade de automatizar diversos profissionais, como advogados, médicos e até trabalhadores de obras poderão aprender em ambientes virtuais e com menos risco de se machucarem.

 

  • Chatbots

   Você já conhece a Siri, da Apple, talvez já tenha conhecido o Watson, da IBM, e até ouvido falar sobre a Alexa, da Amazon. Mas você sabia que diversas marcas usam chatbots também? No Brasil, a série da Netflix 3% realizava processos de seleção com chatbots através do Messenger, do Facebook. Existem ainda diversos outros exemplos, como o McDonald’s, Mastercard, Sephora, entre outros. É importante lembrar também que detalhes como nome, gênero, aparência e até a voz utilizada são pontos cruciais na percepção da marca pelos clientes.

 

  • Figital

Os mundos físico e digital estão colidindo e a linha que separa os dois já está se apagando. O melhor exemplo pra isso é o do aplicativo Pokemón Go, que não só trabalhava com Realidade Aumentada, mas também incentivava a interação entre jogadores no mundo real. Outro exemplo foi o da empresa Coral, que ajudava as pessoas a escolherem uma cor para suas paredes através de um aplicativo. Essa união entre o real e digital não só é querida pelo público, mas também tem capacidade de ser altamente funcional, sendo possível atrelar um serviço à sua empresa, como fez a Coral.

 

  • Natureza é nutrição

   Às vezes parece que nossa vida gira em volta da internet, mas um estudo mostrou que 34% das pessoas querem uma pausa na vida digital. Para conseguir respirar longe de tantos estímulos virtuais as pessoas procuram a natureza. E não só pelo espírito aventureiro, mas marcas que beneficiam o meio ambiente têm aumentado suas vendas atreladas a esse propósito. Não somente empresas focadas em sustentabilidade, mas qualquer tipo de empresa pode ter a iniciativa de plantar uma árvore a cada produto vendido, por exemplo.

 

  • Deixando os clientes no humor certo

   Com a revolução digital, é possível personalizar quase tudo. Mas quando pensamos em lojas físicas, esse conceito ainda precisa de muito para materializar. Sensores de calor, detectores de movimento e leitores faciais podem monitorar a velocidade de caminhada, temperatura corporal, expressões e tempo gasto em exibições específicas. Com essa riqueza de informações, os varejistas podem modificar listas de reprodução, alterar a sinalização digital ou girar telas em resposta ao humor dos compradores. Isso cria uma grande vantagem competitiva, fazendo com que os compradores se sintam mais confortáveis - e mais inclinados a comprar.

 

  • Brincadeiras de Criança

   Millennials estão constantemente procurando formas de se esquecer das responsabilidades e desafios de crescer – em outras palavras, “virar adulto”. Nos próximos anos, a chave para alcançar os Millennials é sair do sério. Já estamos vendo isso com experiências como áreas de trampolim para adultos, piscinas de bolinhas gigantes, entre outros que nos faz querer esquecer um pouco o processo de crescer. Mas isso não é apenas sobre nostalgia: é uma fusão de dois mundos. Procure mais marcas para sintonizar essa vibração lúdica através de mensagens, tom e experiências.

 

  • Deixe-os comer bolo!

   O novo foco é uma alimentação nutritiva que também permite guloseimas e ostentações. Mesmo que alimentos gordurosos ainda sejam as estrelas do Instagram, onde pizzas, donuts e hambúrgueres são alguns dos conteúdos preferidos entre os usuários, estamos vendo marcas oferecendo pratos que colaboram para o equilíbrio da dieta. Os consumidores não querem ser repreendidos ou negados. Todos nós só queremos nos sentir bem, tanto física como mentalmente. As marcas orientadas para a saúde que permitem a flexibilidade terão visibilidade, reconhecendo que os luxos ocasionais como um hambúrguer, uma cerveja, ou um dia fora da academia são apenas tão importantes quanto trabalhar para fora e comer bem.

 

  • Do mínimo ao máximo

   Embalagem simplificada está em alta. Após anos de cores neon, folhas metálicas e impressões multicoloridas, a sutileza será o novo padrão de excelência. As etiquetas também levarão menos informações para facilitar o reconhecimento do produto e ajudar as decisões de compra. Espere que essa abordagem minimalista influencie outras áreas de design: logotipos simplificados, interfaces de usuário concisas, paletas de cores selecionadas. Os consumidores podem se beneficiar quando sua experiência de compra é limpa, calma e organizada.

 

  • Deixe ir para ganhar controle

   A identidade de marca cada vez mais pertence a todos. As empresas vão soltar as rédeas e incentivar a entrada de consumidores e funcionários. Por exemplo, através do Adobe Logo Remix, os artistas foram convidados a reinventar a assinatura A da Adobe, provocando conversas e experiências. A M&M's pediu aos consumidores que avaliem seus novos sabores em um concurso "Vote no seu amendoim favorito". Ziploc agora tem uma seção de inspiração em seu site para que os consumidores sugiram uso alternativo e inesperado de seus sacos de plástico. As marcas também promoverão a comunidade interna. Os funcionários que têm permissão para tomar decisões pela marca sentem-se mais pessoalmente ligados a ela, e são susceptíveis de ter maior orgulho no seu trabalho. A colaboração, a abertura e a vontade de aceitar contribuições de qualquer nível de uma organização definirão marcas de sucesso no próximo ano.

   Em suma, as estratégias de marca devem considerar sobre tudo o equilíbrio entre recreação e responsabilidade, saúde e hedonismo, web e natureza. Espere apenas uma constante: as marcas ágeis - aquelas com flexibilidade e força - estarão melhor preparadas para manter seu equilíbrio quando o solo mudar. Portanto, quanto antes um gestor entender as mudanças de pensamento e preferências dos clientes mais chances terá de obter vantagem competitiva em ser segmento de atuação.

Daphné Chermont

Connections Director

16 Dicas de Tendências para Experiências de Marca

   Experiências de marca positivas geram resultados reais e criam um buzz significativo tanto através do boca a boca quanto nos meios digitais e sociais. Mas é mais fácil falar que fazer. Conseguir atrair e engajar um público tem sido cada vez mais difícil. As pessoas procuram por experiências humanas, enriquecedoras, inteligentes, responsivas e pessoais, e estão constantemente atacando experiências que elas consideram invasivas, impessoais, ou simplesmente desinteressantes. Sua empresa tem apenas uma chance de impressionar – senão você vai perder seus clientes para alguém que está fazendo coisas maiores, melhores, e que fazem mais sentido para quem está participando.

   Baseado no FreemanXP da TrendLab, listamos 16 itens que você deve considerar para melhorar suas experiências de marca. Esses itens foram divididos em quatro partes, assim fica mais fácil navegar pelo que está acontecendo por aí.

Tendências de Marketing

Essas táticas podem te ajudar a se conectar e se comunicar com o público para ter interesse e atenção.

  1. Falar Visualmente

Em épocas de Periscope, Snapchat e Instagram, um novo vocabulário visual é a principal maneira de se comunicar com Millennials. Marcas precisam aprender a transformar mensagens em gramática gráfica, usando fotos, vídeos e outras imagens para complementar ou até substituir textos. Pistas visuais criam uma sensação de fluxo e fazem as coisas serem instantaneamente reconhecíveis, criando impacto na experiência.

  1. Sequestrar Eventos

Muitas vezes não é possível simplesmente marcar e programar as promoções de marca para sua experiência funcionar, é necessário criar o momento certo. “Sequestrar” eventos significa embalar uma campanha chamativa, interessante e que vai gerar engajamento de todo o evento com sua marca. Assim é possível criar oportunidades de comunicação chave.

  1. Semear Marcas

Reputação ainda é um elemento essencial no Marketing. O boca a boca é incomparável, principalmente com a ampliação digital de opiniões. Ter pessoas para redistribuir o conteúdo certo para viralizar é essencial. As marcas não esperam os rumores começarem para agir, elas estão construindo o buzz antes, durante e depois do evento, com conteúdo interessante e compartilhável e calls to action inteligentes e divertidos, que fazem as pessoas realmente quererem participar.

  1. Ao Vivo

De acordo com a Nielsen, gastamos em média 11 horas com conteúdo digital por dia. As linhas entre on e offline estão desbotando, enquanto as pessoas esperam cada vez mais por experiências para se conectar com as marcas perfeitamente entre plataformas digitais e analógicas. Abraçar a tecnologia na hora de pensar em como apresentar conteúdo e interação com o público é crucial.

Novos Formatos de Evento

Desenhar o mesmo evento ano após ano pode deixar o público sem inspiração. Melhore seu formato com essas tendências que permitem que o público interaja com as marcas.

  1. Incubadoras de Colaboração

Eventos presenciais são os ambientes mais colaborativos que existem. Focar o espírito de troca de informação em resolver problemas importantes de base social e de indústria transformam os eventos em incubadoras de colaboração, onde pessoas trabalham juntas e criam coisas novas através do poder da cooperação e parceria.

  1. Curadoria de Conteúdo

Criar uma base do conteúdo do evento para cada brand experience é muito importante, mas é necessário um bom olho para curar o enorme número de sessões, vídeos, pop-ups e produtos lançados em relação a um evento. Quem tiver essa função, deve ver o evento pelo lado do público, escolhendo a dedo o que é necessário ter e colocando tudo junto em um formato atrativo, informativo e acionável.

  1. Engajamento Inspirado no Varejo

A experiência varejista é cuidadosamente desenhada para ter um caminho certo desde a porta de entrada. Desde a forma como os vendedores devem te tratar até a forma que a marca se comunica depois das vendas. Algumas das técnicas varejistas podem ser muito úteis em brand experiences, como incentivos, sorteios, quiosques, entre outros, para criar engajamento com o público.

  1. Aventuras de Evento

Com tantas coisas para ocupar nosso tempo e tantas distrações, eventos precisam ser muito especiais para que o público libere espaço na agenda para comparecer. Dessa forma, empresas procuram maneiras criativas de articular sua mensagem de maneira inesquecível. É possível “aventuras” que vão transformar a experiência em algo estimulante, excitante e único, enquanto as pessoas mergulham na marca.

  1. Patrocínios Valiosos

O patrocínio tradicional está morrendo. O reconhecimento das marcas leva os patrocinadores a quererem um papel mais integrado nos eventos, para entender o valor de seus investimentos. É um bom momento para ver o que está saindo dessa parceria também. Ter os patrocinadores certos cria um valor adicional.

  1. Experiências Multissensoriais

Eventos são uma fonte constante de estímulos visuais e auditivos que pode ser uma experiência cansativa para o público e um desafio para as marcas presentes. Como ser ouvido acima do barulho e preparar uma experiência engajadora que se destaque? Usando uma abordagem multissensorial que incorpora estímulos físicos! Vale usar mudanças de temperatura, aromas, mudanças na pressão do ar, qualquer coisa que explore os sentidos de forma diferenciada, além do tradicional uso da visão e audição, para criar experiências imersivas e memoráveis.

Formar Propósito

Mais e mais pessoas procuram propósito em tudo que fazem. Conecte-se com seu público com coisas que realmente importam para eles, com tendências que vão unicamente de fazer network até foco filantrópico.

  1. Atenção Plena

Seja em um evento ou mesmo no dia a dia, às vezes é difícil manter o foco. Em eventos presenciais, isso é ainda mais complicado, considerando que as coisas são ainda melhores se as pessoas estiverem completamente imersas no momento. Algumas empresas estão criando momentos de atenção plena, para ajudar o público a se engajar mais profundamente. Isso permite que as pessoas se livrem das distrações e tenham mais facilidade em conseguir insights, como em salas de meditação ou descanso.

  1. Valores Compartilhados

Filantropia tem se tornado cada vez mais importante, graças ao espírito doador dos Millennials. Mas eles são um tipo diferente de doador que as gerações anteriores – eles querem dar seu dinheiro e tempo para causas que eles acham importantes, e se conectar com marcas que compartilham suas crenças. Experiências de marca podem se tornar uma plataforma que conecta responsabilidade social corporativa com a próxima geração de filantropia.

  1. Descobertas Sociais ao Acaso

Às vezes é tudo sobre estar no lugar certo na hora certa. Viver experiências é uma oportunidade única para pessoas que podem nunca mais cruzar caminhos para se conectar em espaços compartilhados. Reunir um grupo diversificado de pessoas em um evento, com a energia da experiência alimentando o espírito imaginativo dos participantes, mistura-se com a magia de um encontro casual e torna-se o berço de novas ideias, empreendimentos empresariais, entre outros.

Tecnologia e Data

Tecnologia está permitindo que criemos mensagens e conexões através de múltiplas plataformas. Enquanto os dispositivos móveis onipresentes e pilhas de dados novos representam enormes novas oportunidades para as marcas, essas tendências destacam algumas maneiras que você pode utilizá-la para suas experiências de marca.

  1. Mapeamento de Localização

Esse tipo de ação pode explicar um pouco mais sobre uma informação valiosa: o comportamento do público nos eventos. É possível ver como as pessoas se movimentam pelo evento. Dessa forma, é possível customizar experiências usando esses dados. Também é possível usar essa tecnologia para dar alguma informação ao público, que está ligada a certa localidade do evento, e guiá-los a locais de interesse baseados em seu comportamento e histórico.

  1. Etiqueta Tecnológica

Tecnologia pode ser um tanto penetrante e até invasiva. Não existe uma regra muito clara sobre todos os toques, ligações e vibrações que os smartphones trazem. Quando está tudo bem atender uma rápida ligação, se você nunca está sem seu telefone? Deveria tirar uma selfie agora ou esperar um momento mais propício? Qual comportamento é aceitável e qual não é? Continuamos tentando desenvolver regras sociais para como e quando tecnologia deve ser usada, afetando o desenho das brand experiences, encorajando pessoas a equilibrar as experiências ao vivo com a tecnologia.

  1. Segunda Tela

Já estamos acostumados a estar sempre com nossos celulares em uma das mãos, independente do que estarmos assistindo ou fazendo. Pessoas querem poder consumir conteúdo instantâneo sobre o que elas estão experienciando no momento. Marcas estão percebendo que existem muitas possibilidades e insights que podem vir da segunda tela. Não só eles podem atender os desejos do público, mas podem também utilizar essa tecnologia para atenuar o engajamento e interatividade, recebendo feedback em tempo real para saber o que funciona e o que não funciona.

   Entender o comportamento dos participantes do evento é crucial. É importante lembrar também que cada evento tem um público e comportamentos diferentes, então vale a pena tirar um tempo pra estudar a melhor forma de chamar a atenção e trazer interatividade para a marca. Analise o que faz mais sentido para sua marca e use as emoções para se conectar a pessoas. Construa memórias positivas para engajar participantes. Levando esses pontos em consideração, sua brand experience vai ser muito mais relevante para os participantes, impulsionando seu negócios e aumentando resultados!

Daphné Chermont

Connections Director

O desafio de construir memória de marca

  Muito falamos sobre memória de marca, mas como podemos fazer isso em um mundo com tanta informação, que é tão fácil passar despercebido? Como podemos ocupar uma parte do cérebro dos clientes e não sermos descartados?

   Antes de tudo, precisamos entender que memória é a nossa capacidade de codificar, armazenar, reter e subsequentemente recuperar informações e experiências passadas no cérebro humano.  Basicamente, a memória é a soma total das nossas lembranças, fazendo com que possamos considerar as experiências, fatos, impressões, habilidades e hábitos previamente aprendidos no passado para tomar decisões no presente e construir o futuro.

   Em termos mais fisiológicos ou neurológicos, a memória é, em sua forma mais simples, um conjunto de conexões neurais codificadas no cérebro. É a recriação ou reconstrução de experiências passadas pelo disparo sincronizado de neurônios envolvidos na experiência original.  A memória não é codificada de forma linear ou sequencial, e sim por blocos ou conjuntos, formando um quebra-cabeça com peças espalhadas por várias áreas do cérebro.

  Podemos dizer que a memória é formada em algumas partes do cérebro, como o lobo temporal, o neocórtex temporal, o hipocampo e o córtex pré-frontal. Para que as informações cheguem a essas partes do cérebro, é necessário que captemos os estímulos do ambiente através dos sentidos. Temos tantas informações chegando a cada segundo que não conseguimos dar conta de todas racionalmente, então nosso cérebro faz um filtro do que pode ser relevante ou não.

   É notável que os consumidores não compram ou se interessam por uma marca ou produto apenas por suas funcionalidades e preços (itens que consideramos racionalmente), mas também por diversos outros fatores que não necessariamente fazem parte do produto ou serviço. Usar estímulos emocionais cria um vínculo com a marca, de forma que um sentimento específico pode trazer à tona uma experiência que o consumidor teve anteriormente.

   As experiências geram valores sensoriais, emocionais, cognitivos, comportamentais e de identificação. É necessário atrelar os valores da marca com essas experiências. Os clientes precisam senti-los. Toda interação que você proporcionar ao cliente, vai gerar uma emoção junto à marca.

  O desafio aqui é provocar as emoções corretas e que façam sentido com o propósito da marca. Não adianta gerar emoções negativas ou que não vão ajudar no crescimento e gestão positiva da marca. Inclusive, não adianta só pensar na identidade visual, usar a psicologia das cores e não alinhar todos os pontos de contato com as emoções que a marca busca transmitir. Isso deve ser aplicado em branding, posicionamento, atendimento, ponto de venda, e assim vai.

 Há muitas empresas que fazem um excelente trabalho, com propostas que rompem os padrões tradicionais, trazendo atendimento humanizado e amigável ao cliente. Percebemos um esforço grande de algumas marcas em trabalhar a comunicação com emoções, mas nem sempre há uma estratégia para a construção de uma memória de marca.  Então como começar um trabalho de construção de memória de marca?

Lembre-se dessas três dicas essenciais:

  •  Relevância: Nosso cérebro aprende constantemente coisas novas e as categoriza em experiências positivas ou negativas. Esse registro influencia numa escolha futura. Então sempre que fizer uma ação de comunicação, avalie se realmente o conteúdo é relevante para a marca. Se a mensagem está conectada com os valores e o propósito da marca e se não há receio de reavaliar. Podemos fazer uma analogia para facilitar o entendimento. Imagine que nosso cérebro é o buscador do Google e a marca é escolhida por um algoritmo. Todos os esforços de branding devem considerar que marcas relevantes ativam o sistema de dopamina, ou recompensa, no cérebro e isso influencia fortemente nosso comportamento de compra. Lembre-se que uma marca disputa uma batalha de consciência em nosso cérebro, por isso não desperdice recursos em ações que vão comunicar mais do mesmo. Foque em ações que criem novas conexões e fortaleçam o propósito da marca.
  • Coerência: Quanto mais você coordenar os esforços de branding pelo tempo e espaço mantendo uma coerência na comunicação, mais chances e oportunidades de sua marca ser a escolhida. Coerência significa que uma mensagem deve ser semelhante em diferentes pontos de contatos, criando uma percepção na mente do consumidor. Toda relação estabelecida ao longo do tempo passa a dar à marca um senso de confiabilidade, ou não. Por isso é preciso o alerta que confiança não é criado do dia para a noite ou em uma única campanha de marketing. Isso acontece ao longo dos anos, através de cada ponto de contato e interação do consumidor com a marca. O resultado da coerência torna mais fácil para o cérebro recuperar a memória de marca, e assim ganhar a batalha da consciência no nosso cérebro.
  • Conexão: Quanto mais interativo o ambiente de branding for para o consumidor, mais chances de estabelecer conexões com a marca. Mas aqui, mora um grande receio por parte dos gestores, que é o medo de se posicionar numa causa. A interação melhora a memorização de uma marca. Quanto mais participação ela proporcionar, mais chances ela terá. E quando entendemos que esses três elementos estão relacionados, ou seja, se eu como gestor avalio minhas ações primeiramente no aspecto da relevância, seguido da coerência, eu gero elementos para a minha tomada de decisão em relação à exposição da marca. Temos uma tendência natural de confiar naqueles que são como nós, que possuem valores iguais ou defendem as mesmas causas que nós. Formamos tribos e defendemos algo que somos a favor ou lutamos com forças iguais a algo que somos contra. É necessário que uma marca crie um posicionamento emocional e eleja seu grupo de atuação, nunca seremos o ideal de todos.

  Os três pontos devem fazer parte de uma estratégia de marca. Fique atento, porque uma memória de marca para ser consolidada necessita de atenção, repetições e ideias associativas. E quanto mais rápido ela for retida, mais rápido será esquecida, se não for trabalhada criando conexões emocionais.

Daphné Chermont

Connections Director

 


Seis Personalidades de Marca Na Era Disruptiva

    Quem é você?

   Pergunta simples, certo? Porém, muito difícil de responder. Como pessoas, nós deveríamos estar nos perguntando isso todos os dias. Quem somos nós, ou melhor ainda, quem queremos ser?

   Ultimamente, a humanização das marcas tem trazido essa pergunta à tona com cada vez mais força. Tem se tornado popular a ideia de as marcas se comportarem como pessoas. Como humanos.

   Enquanto isso parece natural porque humanos estão confortáveis perto de outros humanos (nós somos sociais, afinal), o que podemos não perceber é todas as imperfeições que vêm com a humanidade.

   No nosso mundo super rápido de mudanças disruptivas, onde o caminho requer tomada de decisão em um ambiente de ritmo frenético, nós vamos perceber que marcas agindo como humanos com processos de tomada de decisão humanos serão tanto racionais quanto irracionais. Serão imperfeitos. Irão falhar, aprender, cometer erros e reaprender.

 Como resultado, precisaremos estar confortáveis com o fato que marcas se encaixarão em uma variedade de traços de personalidade, assim como humanos. Mas marcas normalmente simplificam seu significado para clientes e infelizmente caem em seis tipos de personalidade na era disruptiva.

 Então, o que são essas personalidades e como marcas reconhecem onde se encaixam no espectro? Perceba, muitas marcas não serão 100% puramente desses traços de personalidade, mas irão encontrar um modelo híbrido de traços de personalidade. Mas para entender como evoluir na era disruptiva, nós devemos identificar quem somos para decidir o que queremos ser.

O Negador. A estratégia do Negador é bloquear uma realidade indesejada. Conhecemos pessoas assim e ultimamente estamos conhecendo marcas que são assim também. Essas marcas que se encaixam em um certo tempo e era, mas não se adaptaram. Possivelmente acreditaram que eram grandes demais para falhar. Então, em algum lugar no meio do caminho, outras marcas a interromperam ou a tecnologia mudou e eles não mudaram com ela.

O Especialista. Essas marcas são muito utilitárias por natureza. Elas fazem um ótimo trabalho quando é necessário que elas aguentem tarefas especificamente direcionadas, mas não têm muita ressonância emocional, portanto são frias e calculistas. Nesse caso, pode acontecer de um certo dia sua oferta não ser mais necessária ou querida. Eles não puderam ver além de seu campo de visão para se adaptar e continuar relevante com uma completa nova especialidade ou para se tornar mais conectado emocionalmente.

O Reversionista. Essa personalidade de marca adere às suas decisões previamente programadas e hábitos com desespero dogmático. Quanto mais a mudança ameaça a marca, mais meticulosamente essa marca repete antigos modos de ação. O que essa marca fornece, pode ser que não tenha mais demanda, e eles têm uma dívida de tecnologia que pegou eles de surpresa.

O Super Simplificador. Essa é a marca que usa grandes palavras em sua publicidade e marketing para o que é basicamente um produto ou serviço  que ninguém entende ou necessariamente precisa porque é muito complexo. De qualquer forma, quando o consumidor percebe que eles foram enganados, eles falaram para as pessoas nunca mais confiarem nessa marca novamente. Essa é uma personalidade de marca que tateiam desesperadamente, investe cada ideia que eles têm com relevância universal – geralmente para o embaraço da marca. Pessoas sendo sarcásticas nas redes sociais? Vamos agir dessa maneira. Empresas jogando palavras grandes por aí como AI, Big Data e Disrupção? Podemos ser tudo isso e ainda mais. Nosso concorrente atualizou sua marca e eles cresceram? Bom, precisamos fazer isso também. Toda marca está movendo o marketing das redes sociais para a TV novamente mas não podem explicar o porque? Bom, vamos seguir isso e explicar nossas ações mais tarde de uma maneira simplificada.

O Visionário. É um traço raro para a maioria das marcas ser. A combinação de maior sucesso seria a de criatividade, empatia, inteligência e dados para navegar no novo normal de mudança frenética. Os visionários estão procurando o que está a frente e contabilizando o fato que incertezas existem. Eles estão mapeando o futuro ao invés de esperar os outros o definirem para eles. Novamente, se marcas estão tentando se alinhar com traços humanos, elas nunca serão perfeitas, porque humanos não podem ser perfeitos. Mas visionários entendem suas ações, que falhas são aprendizados no mundo incerto que habitamos. Marcas assim não estão sendo construídas para crescer rápido e ir embora, elas estão construindo culturas sustentáveis com missões e querendo ficar por um bom tempo.

O Provocador. Muitas marcas que desejam ser visionárias infelizmente provocam, cutucam, escavam, interrompem, atolam a cultura e não operam de forma transparente, mesmo que digam para todos que sim. Eles percebem que não precisam de um milhão de clientes. Eles apenas precisam provocar um bilhão de pessoas para ter dois milhões de clientes que os apoia e os ama porque gostam da atitude dessa marca. Mas se um bilhão de pessoas raivosas ajudá-los a chamar atenção, eles fizeram seu trabalho para ganhar relevância com seu público alvo. Muitas marcas que aspiram ser visionárias são lobos na pele de cordeiro, agindo como provocadores. Nós a conhecemos, talvez até tenhamos apoiado alguma delas.

    Você precisa criar um debate para então formular quem um dia você foi e quem você está se tornando. É o que chamamos na vida de “crescer” ou “amadurecer”. É agora, em última análise, um processo semelhante que as marcas estão emulando, a fim de descobrir quem são e quem elas querem finalmente ser.

    Agora pergunte a si mesmo aquela pergunta novamente. Quem é você? Você realmente quer saber?

Daphné Chermont

Connections Director
Fonte: Geoffrey Colon, autor do livro Disruptive Marketing: What Growth Hackers, Data Punks, And Other Hybrid Thinkers Can Teach Us About Navigating the New Normal